Aceitar os limites do nosso corpo


No mês passado, consultei finalmente uma osteopata por causa dos meus problemas de coluna.

Sempre tive algumas dores de costas e volta e meia passo por alturas mais complicadas, em que ando com dores vários dias seguidos (às vezes semanas).

Claro que são dores suportáveis e portanto sempre fui deixando andar... Com a prática de yoga melhorei imenso e isso foi óptimo. Mas sei perfeitamente que o facto de trabalhar em frente a um computador não me ajuda minimamente e estar sentada muitas horas também não. Lembro-me quando tirei o curso de instrutores de yoga (na Quinta do Anjo em Tomar), em que passamos quase um mês sentados no chão, isto quando não estavamos a praticar yoga... Após regressar ao trabalho não conseguia estar numa cadeira e numa secretária, só me apetecia levantar, alongar e depois sentar-me no chão!


No início deste ano, em conversa com uma amiga do yoga, pedi o contacto da osteopata dela.

Decidi que era este ano que iria cuidar mais de mim! Comecei pela osteopata, mas não vou parar por aqui! Deixamo-nos ficar tantas vezes para segundo plano... Mas se pensarmos bem, como iremos cuidar bem dos outros, se não cuidarmos bem de nós primeiro? Parece frase feita, mas é a mais pura das verdades!

Então voltando à consulta com a osteopata... Adorei! Adorei o profissionalismo, a amabilidade e simpatia da osteopata e fiquei rendida! Sofri muito, não vou negar! Algumas coisas foram quase tortura mas saí de lá tão, mas tão leve! Parecia que estava nas nuvens e sentia-me completamente zen. Acho que nunca me tinha visto asssim!

Conversei muito com a osteopata, percebi que tenho alguns problemas (nada de grave) e percebi também que há posições no yoga ou exercícios no ginásio que simplesmente não devo fazer! Tenho que aceitar os limites do meu corpo. Eu percebo bem o que devo ou não fazer e portanto devo simplesmente aceitar isso e não forçar nada.

Durante muito tempo custou-me admitir (pois já praticava yoga há algum tempo e depois também como professora de yoga), que não conseguia fazer certas posturas, como a invertida sobre a cabeça, por exemplo. Consigo fazer de vez em quando, mas não posso dizer que a posição esteja totalmente conquistada, pois isso só acontece quando faço sempre sem grande dficuldade, o que não é o caso.. Quando conseguia, apesar de o meu ego ficar satisfeito, eu nunca me sentia muito bem. No entanto, continuava a insistir como se tivesse mesmo que conquistar aquela posição. Sei hoje que não a devo fazer. Tenho uma cervical frágil e tenho que cuidar bem dela! E como esta há muitas outras, em que sinto dores na zona dos ombros e trapézios, e é nestes momentos em que percebo que a dor significa simplesmente que não devo insistir.

Reconhecer os limites do próprio corpo não é fácil, mas é libertador! E felicidade é isto também, aceitarmos o nosso corpo e aceitarmos as situações que estamos a viver no momento.

E por que razão coloquei aqui uma foto do meu querido Tobias? Porque também ele próprio tem reconhecido os limites do seu corpo. Ficou doente recentemente e não pode fazer grandes esforços (também devido a problemas de coluna... é de família, só pode!). Nos dias em que estava com mais dores, esteve sempre a dormir enrolado na manta e "pedia-me" para que pegasse nele para o colocar no sofá! Por isso é que digo sempre que aprendemos imenso com eles!

Voltando às minhas costas e como acumulo muita tensão na zona do pescoço, resolvi arranjar algo que me ajudasse a relaxar essa parte. Encomendei um saco, feito à medida, com sementes de trigo e alfazema. Assim consegui que fosse um bocadinho maior do que os que normalmente aparecem à venda, de forma a se ajustar à zona dos ombros e pescoço.


Estes sacos podem ser usados quentes (depois de aquecidos no microondas) ou frios (depois de serem colocados no congelador). Adoro, é super relaxante e o cheiro a alfazema é tão bom! Faz maravilhas ao final do dia. Como o saco é grande adapta-se a várias zonas! Já coloquei na zona lombar e na zona abdominal. Alivia bastante qualquer tipo de dor.

Já alguém experimentou?

Não se esqueçam, cuidem bem de vocês também!

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