Minimalista, eu?

23 janeiro 2017

Por vezes a casa e a vida ficam tão caóticas, que pensamos: "minimalista, eu?"
A verdade é que também nos vamos habituando ao nosso nível de minimalismo e depois o que antigamente parecia ser fantástico e super simples, agora já parece demasiado complicado e atolhado de coisas!
Por vezes imagino-me a viver numa mini casa com o mínimo dos mínimos e penso na maravilha que seria não ter que perder tempo a limpar nem a arrumar praticamente nada. Não haveria tralhas, nem pó escondido! Que linda imagem! Depois volto à realidade e vejo tralha, confusão e pêlo do meu cão por todo o lado!
Percebo afinal que isto do minimalismo não é uma viagem com ponto de chegada, é simplesmente um caminho sem fim, em que temos que trabalhar todos os dias! Temos que ir organizando, limpando e cuidando das nossas coisas e da nossa casa para deixarmos entrar apenas aquilo que é realmente importante. Com a correria do dia-a-dia vamos facilitando e andamos tão distraídos que quando damos conta já é tarde demais!
No fim-de-semana que passou ia entrando em pânico! A casa estava uma confusão, cheia de coisas e de pó! Parecia que tinha entrado literalmente na casa de um estranho... Eu fui me apercebendo do estado, mas fui ignorando... Afinal há tanta coisa mais importante para fazer... Por um lado até fiquei feliz comigo, pois sempre fui obcecada com limpezas, mas por outro... fiquei extreamente chateada pois sou perita em ser hiper crítica comigo! Como poderia eu estar aqui a escrever dicas sobre como destralhar, organizar e manter a casa limpa se depois não consigo cumprir nada disso?
A verdade é que a vida aparece pelo meio e se há coisa que o minimalismo me fez, foi perceber aquilo que é realmente importante! E neste momento o importante tem sido dedicar-me a coisas novas (sobretudo relacionadas com o movimento zero waste), aproveitar os fins-de-semana para sair e aproveitar para descansar o máximo que consigo durante a semana. Tenho andado muito cansada, ainda ando a experimentar novas rotinas e horários para ver o que resulta melhor comigo... e estou a perceber que isso não tem mal nenhum! Para conseguirmos descobrir a fórmula certa temos que experimentar coisas novas, temos que falhar, enfim temos que viver! 
E eu sou humana! E isso é libertador! :)

14 comentários:

  1. E viver é tão bom :-)
    Este texto podia ter sido escrito por mim e tenho a noção que ainda agora comecei...

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    1. Assim já sabes o que te espera ehehe Estou a brincar!
      Depende muito das fases que estamos a atravessar :)

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  2. Eu ainda ando à procura do método ideal para me organizar e ser mais minimalista. Até agora o melhor que consigo é colocar coisas no lixo freneticamente. :P O próximo passo será encontrar um lugar fixo para cada coisa que tenho dentro dos armários e gavetas.

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    1. Venha esse próximo passo, mas sem pressas ;)

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  3. Ana, precisava mesmo de ler este texto! Obrigada! És uma humana muito bonita, btw :)

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  4. Oh minha querida qualquer ser humano tem as suas fases, o importante é saber viver bem com cada uma delas, até com as menos boas. Para mim ser minimalista também passa por aí!
    Beijinho enorme**

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    1. Olá Catarina, também acho! Aliás o minimalismo permitiu-me precisamente conhecer-me melhor e saber como lidar com as várias situações.
      Bjinho grande

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  5. acho que não há nada mais minimalista do que dizer "ok, sou humana e não sou perfeita e está tudo bem com isso!". significa que vais no bom caminho ;)

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    1. Pois é, nem tinha pensado nisso :) Obrigada por me teres feito ver por essa perspectiva :)

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  6. Não podia concordar mais contigo. Vou guardar este texto, para reler naqueles dias em que a minha casa também está cheia de coisas e de pêlo de gato. :p

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    1. hahaha Boa Joana ;)
      Eu também tenho que o guardar para mim própria ;)

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  7. Olá Ana. Como te compreendo! As nossas casas parecem ter vida própria e tender naturalmente para o caos. O minimalismo ajuda muito, porque poucas coisas geram menos confusão que muitas coisas mas, ainda assim, é normal que por vezes o nosso espaço se descontrole um pouco. Fazes muito bem em relativizar e não exigir de ti a perfeição (até porque como bem sabemos ela não existe). Obrigada por este post - precisamos de nos relembrar disto de vez em quando!

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