Recicla roupa com a H&M

26 agosto 2013



A H&M quer reduzir a quantidade de roupa desperdiçada que todos os anos vai parar a aterros sanitários. Desperdício zero é o que se pretende. Assim nasceu esta campanha que pretende recolher a nossa roupa usada e trocá-la por vales de desconto. Basta levarmos um saco com uma peça e recebemos um vale de 5€. Cada cliente poderá entregar 2 sacos por dia. Pode-se descontar o vale em compras superiores a 30€, no entanto os vales não são acumuláveis.

Claro que fazer compras só porque se tem vales de desconto não é uma atitude muito ecológica, mas como eu precisava de comprar umas coisas novas e de substituir outras, aproveitei o desconto e assim ainda me livrei de mais algumas peças que tinha cá por casa.

A roupa recolhida será posteriormente triada e reaproveitada. Apenas a roupa que estiver demasiado velha para ser reutilizada será reciclada e transformada em matéria-prima.
Para além disso, por cada kilo de roupa recolhida 0,02€ serão doados a uma instituição de solidariedade selecionada pela H&M.

Mais informação aqui e aqui.

Alentejo e mais sobre o ritmo férias

23 agosto 2013





Adoro o Alentejo...

O gaspacho que finalmente provei e que aprendi a fazer. Os bons vinhos a acompanhar saborosas conversas. O céu à noite tão puro e limpo como só no campo é possível. O sol logo de manhã. O acordar vagarosamente ao som da natureza. O pão alentejano (maravilhoso como sempre). As casas típicas, pequeninas e brancas. As ruas estreitas. O tempo que passa devagar. A calma com que tudo é feito e até falado. A pronúncia lenta e simpática. Aqui consegue-se verdadeiramente apreciar o agora, sem pensar em mais nada.





Já me disseram algumas vezes que não conseguiria viver aqui. Que visitar é uma coisa e viver é outra. Talvez. Não sei. Só sei que gosto muito de cá vir e de voltar. Sinto-me mais inspirada... na escrita, nos sonhos, na vida.

Só aqui se consegue ouvir apenas o silêncio. Só aqui andamos kilómetros e kilómetros completamente sozinhos. Só aqui conseguimos ouvir apenas a nossa respiração, sem pensar muito nisso, enquanto nas cidades temos que fazer um esforço enorme para nos concentrarmos.



Se antes tinha medo do silêncio, da calma, do não fazer nada, agora, cada vez mais tenho necessidade disso mesmo. Já tive medo de me ouvir, de me conhecer, mas isso passou. Sinto-me bem comigo e com aquilo que sou. Por isso gosto de paisagens assim, com planícies sem fim, de vazio, de silêncio total. Aqui somos mesmo obrigados a estar connosco próprios, sem rodeios, sem distracções.

Gosto mesmo de viajar no meio do nada. As estradas pequeninas, desertas e sem fim, mas que nos levam tão longe e ao mesmo tempo nos limpam a alma e a mente. É como se tudo se apagasse e ficássemos como novos. As preocupações de um ano inteiro, as chatices, as cismas dão lugar a uma tela em branco, pronta a ser preenchida com novas memórias.




E memórias foi algo que não faltou nestas férias. Trouxe muitas comigo. Até fotografei menos do que o costume, precisamente por isso, tentei apreciar ao máximo cada momento. Quis vivê-los intensamente e não me distrair com mais nada. Desde que li sobre este assunto que nunca mais vi as fotos (sobretudo em época de férias) da mesma forma. É muito bom podermos captar os momentos (até porque a nossa memória não consegue guardar tudo), mas às vezes preocupamo-nos demasiado em fotografar tudo e mais alguma coisa e esquecemo-nos do que está mesmo a acontecer à nossa volta. A vida não fica em modo pausa para ser fotografada, continua a acontecer. Por isso, em certas alturas, devemos simplesmente viver, sem fotos nem câmaras, apenas com a nossa memória. Afinal a nossa memória também sabe fotografar :)

Nestas férias sinto mesmo que descansei como nunca. E sei que isso não se deve apenas ao meu querido Alentejo. Deve-se sobretudo à minha forma de estar na vida: que de complicada, stressada e ansiosa passou a ser muito mais calma. Não é nada fácil (eu diria até impossível) entrarmos quase de um dia para o outro no ritmo férias. Não é só carregar num botão… Afinal estamos quase um ano inteiro a viver a um ritmo completamente diferente, muito mais acelerado, stressado, muitas vezes quase sem descanso. Por isso é que considero cada vez mais importante cultivar este espírito ao longo do ano. Só as férias não bastam para descansarmos verdadeiramente e para recuperarmos energias. É preciso fazê-lo diariamente. Arranjar formas de relaxar, de fazer tudo calmamente e sem pressas, de nos desligarmos totalmente.





Ter ficado offline, de redes sociais, de notícias, do e-mail, do mundo virtual e que anda sempre demasiado rápido, fez-me mesmo muito bem e contribuiu muito para que tivesse conseguido descansar plenamente. Espero com isto ter aprendido a desligar-me mais vezes durante o ano. A internet é para mim a televisão de muitos, um verdadeiro sugador de tempo. Faz-me mal e põe-me a cabeça a mil, quando eu preciso é de descansar (obviamente que tem imensas vantagens e eu nunca conseguiria viver totalmente sem ela mas é preciso pausar de vez em quando). Tudo na medida certa é o segredo para uma vida feliz, não vos parece?

Espero que tenham descansado tanto como eu :)


De regresso

20 agosto 2013

É muito bom ir para fora nas férias, para arejar, ver coisas novas, rever outras, mas é muito melhor ainda regressar. Que saudades do meu espaço, das minhas coisas, da comidinha homemade, da minha vida aqui. Adorei voltar e parece que estive fora um mês! É engraçado como mudei… antes não era nada assim, só gostava era de viajar e de ir para longe... Agora cada vez gosto mais do meu espaço, da minha vida tal e qual como ela é. Por isso é muito bom estar de volta :)

As ferias foram maravilhosas! Passeei muito, conheci coisas novas, revi outras e apaixonei-me muito pelo nosso país. Revi amigos de sempre e conheci um novo amigo, pequenino mas já cheio de força que adorei e me derreteu completamente! A passagem pela casa da minha querida amiga foi mesmo o ponto alto das férias. Adorámos as conversas, o sítio, o silêncio, a calma, o carinho e a forma acolhedora como nos receberam. Gostava mesmo de ter ficado mais tempo :) 

Mas quando voltei a casa senti uma força que não sentia há muito, uma vontade de abraçar a minha casa que nunca senti (claro que não o pude fazer...). Voltei cheia de vontade de cozinhar, de tocar nas minhas coisas, de voltar às rotinas e às coisas de todos os dias, que às vezes até nos parecem uma monotonia mas que afinal nos fazem tanta mas tanta falta.

O importante é que descansei bastante, limpei a minha mente de todas as preocupações e consegui mesmo ter momentos em que não pensava literalmente em nada, era como se estivesse constantemente em meditação. Fiz uma pausa do mundo virtual e estive 7 dias completamente offline, o que me soube lindamente. Quando me liguei é óbvio que tinha imensa coisa para ver (tinha cerca de 400 e tal posts para ler!) Foi óptimo para fazer uma limpeza aos blogs que seguia. Com tanta coisa pendente, foi muito fácil perceber aquilo que quero mesmo continuar a seguir e eliminar aqueles que não interessam assim tanto. O mesmo aconteceu com newsletters e álbuns/pessoas que seguia no pinterest

Agora de mente limpa, com energias renovadas e com muita inspiração estou pronta para o resto das férias e para me dedicar às coisas que mais gosto :)

Slow vacations para...

10 agosto 2013









                                                   




Espero voltar com muitas ideias e muita inspiração :)

Links da semana

Como vai a vida...

08 agosto 2013

Com as férias chegam também os planos para fazer 1001 coisas, aquelas que não consigo fazer durante o ano e aquelas que só se fazem nas férias! O que parece um contra-senso! Afinal as férias são para descansar...

Com as viagens vêm os roteiros... E como gosto eu de fazer roteiros, daqueles super detalhados, com tudo o que quero ver e fazer! Não há cá dias livres! Afinal se vamos para um sítio diferente do habitual, devemos aproveitar ao máximo, não é? Agora respondo: nem sempre! É perfeitamente possível viajar sem planear grande coisa, pensar só em 2 ou 3 sítios que gostava de visitar e o resto vai sendo feito ao sabor da viagem. 

Por isso este ano vou ter umas slow vacations, onde nada será planeado ao detalhe. Umas férias zen, sem pressões, sem planos, sem net, com muito silêncio e para viver ao sabor do momento.

Irei apenas apontar os restaurantes/supermercados da zona onde podemos encontrar iguarias vegetarianas (sem isto é que não dá mesmo para ir a lado nenhum) e definir as direcções a seguir: norte, sul, este, oeste. Um rumo em cada dia. A ideia é visitar o que se for cruzando connosco. Afinal sempre fizemos um pouco isso. A única diferença é que eu levava sempre o plano (super detalhado) dentro do bolso, não fossemos nós ficar sem ideias ou locais para visitar (como se isso pudesse acontecer...)!

A mala será como a do ano passado: apenas o essencial e nada mais.

No fim-de-semana terminam os preparativos e aguarda-se pela partida. Mas ainda passo por aqui antes :)

Eliminar o que não é importante

01 agosto 2013

Cada vez gosto mais de espaços vazios, livres, que respiram!

E ainda gosto mais quando sei que esses espaços já estiveram cheios de coisas!

Os espaços vazios transmitem-me calma e paz. Sinto-me e sinto a casa leve!

E quero sentir o mesmo na minha cabeça e na minha vida (o que nem sempre é assim tão fácil). Espaço livre para organizar melhor as ideias que já cá moram e para receber novas ideias, novos projectos, novas formas de estar e viver. Mas com uma condição: têm que ser realmente importantes!

Às vezes o dizer não a pequenas coisas pode parecer insignificante, mas se dissermos não a muitas pequenas coisas, é óbvio que vamos sentir a diferença mais cedo ou mais tarde.

Vou dar-vos alguns exemplos simples e praticamente insignificantes, mas que ilustram bem que há coisas que só dão trabalho e que se vive perfeitamente bem sem elas.

Exemplo 1: Tentei deixar de usar rolos de papel na cozinha mas não consegui. Passei então a usar menos quantidade de papel e substituí-o pela versão reciclada. Ora como continuei a usar o dito papel, o porta-rolos era também usado, pois claro. É esse o seu objectivo, certo? Não, errado! Apenas estava a acumular pó e dava trabalho a limpar. O rolo aguenta-se em pé, sozinho, não precisa de apoio! Guardar o porta-rolos juntamente com o rolo também não dá jeito, pois o papel é algo que é usado frequentemente, sobretudo quando estamos a cozinhar e precisamos dele rapidamente. Assim há cerca de 2 meses resolvi arrumá-lo de vez e deixar apenas o rolo em versão “solo” no balcão da cozinha. Agora (passado o período de experiência) constatei que não fazia mesmo falta nenhuma. Portanto, adeus pó e trabalho e olá mais espaço no balcão da cozinha!

Exemplo 2: cá em casa todas as refeições são feitas na sala de jantar, pois não há mesa na cozinha (ainda bem que não comprei, a cozinha fica muito mais espaçosa assim) e a sala é mesmo ali ao lado. Para as refeições mais pequenas usam-se tabuleiros para transportar a comida e a louça até à sala. Ao pequeno-almoço costumávamos usar: uma chávena e respectivo prato, prato para pão/fruta e faca para barrar o pão. Como no final do pequeno-almoço gosto sempre de arrumar a louça, quanto menos louça tiver mais rapidamente arrumo a cozinha. A pensar nisso livrei-me dos pires: menos 2 pratos, mais rápido.

No outro dia em conversa, precisamente ao pequeno-almoço, tivemos a ideia de nos livrarmos também dos pratos para o pão/fruta. Afinal podemos comer directamente dos tabuleiros, pois os tabuleiros são lavados todos os dias tal como a louça! E assim eliminei mais 2 pratos. Poupa-se tempo, água, espaço na máquina... Ao fim-de-semana é diferente, há mais tempo, os pequenos-almoços são mais demorados e não temos horas para nada. Agora durante a semana quer-se tudo o mais simples possível, até porque gosto de tomar o pequeno-almoço nas calmas e se me puser com muitas cerimónias não tenho tempo para isso. O importante é mesmo eliminar o que não interessa e deixar apenas o mais importante, para que possa saborear verdadeiramente esta refeição (a minha preferida) e desfrutar da companhia do mais-que-tudo!

Exemplo 3: como levo o almoço para o trabalho, sempre levei faca e garfo. Afinal quase tudo é comido com faca e garfo, certo? Errado! Apenas necessito de faca quando levo panados ou bifes de tofu/seitan. Como usualmente levo massa/couscous e vegetais, um garfo ou uma colher chegam perfeitamente. Antes andava sempre com a faca “just in case” e raramente a usava... Claro que chegando a casa lava-a sempre pois tinha andado no saco. Portanto eliminei mais uma coisa para lavar diariamente.

Exemplo 4: O meu sofá tem 4 almofadas grandes que tenho mesmo que usar pois são o encosto do sofá. Mas além dessas almofadas ainda tive mais duas, das quais me livrei pois começaram a ficar em mau estado. Entretanto voltei a colocar outras 2 almofadas no sofá pois tinha-as no quarto e como simplifiquei a roupa de cama resolvi tirá-las de lá. Só que também no sofá estas almofadas me começaram a chatear, ora tirávamos porque não precisamos delas para nos encostarmos, ora porque nos queríamos deitar e tínhamos que tirar todas as almofadas... E sempre que tenho que arrumar o sofá lá tinha mais duas almofadas para colocar na ordem certa... Um dia pensei “chega de almofadas!”. Lavei as fronhas, voltei a colocá-las nas almofadas e arrumei tudo. Se algum dia voltar a precisar já sei onde estão.

Exemplo 5: Quando perguntei por aqui se deveria criar uma página para o blog no Facebook, a ideia era ter um contacto mais próximo com os leitores.

Mas vocês lembraram e muito bem: que iria dar trabalho, exigir mais tempo e que nem todos os leitores têm perfil no facebook... Após pesar os prós e os contras decidi que não vou criar a pagina.

Afinal o minimalismo é isto: perceber o que faz realmente falta e não adicionar nada só porque sim, sem pensar. E eu ando nisto há quase 2 anos, a tentar eliminar coisas para fazer, a reduzir tudo ao máximo!

Este exemplo permitiu-me precisamente pôr esta filosofia em prática. Devemos ponderar e reflectir se determinada coisa vai de facto acrescentar algo à nossa vida e mesmo sabendo que vai acrescentar, interessa saber se essa nova coisa compensa o esforço e tempo gasto.

E se eu até já ponderei eliminar várias vezes o meu perfil do Facebook, não faz sentido criar mais um perfil/pagina, não é?

Se mais tarde achar que é mesmo isso que quero, então vamos lá. Mas para já não acho que faça falta.

Criei o blog porque descobri que gosto imenso de escrever e porque acho importante partilhar aspectos da nossa vida que poderão ajudar os outros. Afinal é com essa intenção que também eu leio outros blogs.

Mas não quero ter a pressão de fazer isto ou aquilo (pressão que eu própria coloco em mim), de ter que publicar X posts por semana, de ter que fazer isto de determinada maneira porque é melhor, etc. A ideia do blog é ter algo que me dá prazer. Claro que não me importo que dê trabalho, pois escrever/editar posts/fotos é mesmo algo que gosto de fazer e que faria todo o dia se pudesse, mas não é só por gostarmos que o devemos fazer em demasia, pois afinal a minha vida não é só isto e ao dedicarmo-nos demasiado a uma coisa, acabamos por deixar outra de lado. Apesar do velho ditado “Quem corre por gosto não cansa” sei que não é bem assim, cansa menos, mas também cansa e eu ainda estou mesmo numa fase de aprendizagem desta vida em modo slowly e do ter menos coisas para fazer, por isso não quero voltar a ter 1001 coisas na minha to-do list.

O que tenho em mãos neste momento é suficiente e já me dá algum trabalho. Portanto é manter as coisas "low profile", sem pressões, sem coisas à maluca, sem correrias.

O objectivo não é concorrer com ninguém, não é ganhar nenhum prémio, nem conquistar X novos leitores por dia.

É fazer isto para mim e partilhar com quem quiser passar por cá :)