24 Kitchen ou a minha perdição!

27 julho 2013


E eu que praticamente não via televisão agora estou viciada neste canal!
Isto não se faz!

As vantagens de uma vida mais saudável

24 julho 2013

Quando tive a ideia para este post, fiz uma espécie de retrospectiva e lembrei-me de como tem sido a minha vida até então...

Vou falar-vos um bocadinho do meu historial clínico (por isso tenham paciência, a lista é grande!). A ideia é mesmo mostrar-vos que um estilo de vida mais saudável pode fazer toda a diferença, sem ser necessário recorrer a medicamentos (claro que cada caso é um caso e não estou aqui a falar de doenças graves)!

Antes de me tornar vegetariana tinha imensos problemas de estômago. Sempre tive gastrites, má disposição, também tinha muitos problemas de obstipação (em miúda literalmente chorava com dores!). Não sei se será de família ou não, mas a verdade é que alguns elementos da família (uns mais próximos, outros mais afastados) têm tido vários problemas no sistema digestivo (desde coisas menores a doenças bem graves). Na altura em que me tornei vegetariana nem pensei em nada disso, não era exactamente esse o objectivo pois ainda não sabia os benefícios que iria sentir.
Mas a verdade é que as gastrites e os problemas de digestão desapareceram (sei que a carne e depois o queijo tinham aqui um peso muito grande), as comuns dores de barriga também e os intestinos regularam.

A dificuldade em respirar e a capacidade de cheirar (devido à sinusite e à rinite alérgica) também melhoraram. Eu nunca consegui distinguir bem os cheiros precisamente porque tinha o nariz sempre entupido. Por volta dos 8/9 anos, fase em que estive pior, fiz mesmo um tratamento específico, que evitou a ida ao bloco operatório. Só que apesar de ter melhorado ligeiramente, foi a partir dessa altura que perdi literalmente a capacidade de cheirar! Só me conseguia recordar de cheiros de quando era muito mais nova, tipo 3/4/5 anos: cheiros da casa da minha avó, do sítio onde costumava ir passar férias com os meus pais... Daí para a frente nada, niente!

Alguns anos depois de me ter tornado vegetariana fui recuperando o olfato. Ainda hoje estou em fase de aprendizagem e portanto é normal perguntar “cheira-me a qualquer coisa, o que é?” (coitados dos que me aturam). Os cheiros maus são muito fáceis de identificar, os bons e os mais subtis nem tanto, mas um bocadinho todos os dias e lá vou completando o meu catálogo de cheiros.
Quanto à alergia ao pó, livrar-me de tralha ajudou imenso e ter começado a usar panos de microfibras ligeiramente húmidos nas limpezas também. 

Outro problema de infância: o eczema! É certo que as crises eram muito mais fortes e frequentes quando era miúda, mas volta e meia apareciam e nunca percebi bem porquê.
Melhoram sobretudo quando passei a usar apenas produtos naturais para a pele. O óleo de côco e o óleo de amêndoas doces fazem mesmo milagres e o bicarbonato de sódio também! Assim como os produtos naturais para a limpeza da casa, pois de vez em quando lá voltava a alergia aos produtos de limpeza tradicionais...

Com uma alimentação vegetariana passei a ter muito mais energia e passei a controlar muito melhor o peso, deixando basicamente de me preocupar com ele! Apesar de sempre ter sido magra (em miúda tinham que obrigar-me literalmente a comer!), na fase da adolescência, quando parei de crescer... em altura, comecei a crescer em largura! E cheguei a passar mais 11/12 kilos do que peso hoje (o que para mim era mesmo muito e não me sentia nada bem...). Apesar de não comer muito não conseguia emagrecer, cheguei a ser acompanhada por uma nutricionista e nada (além de que não me sentia nada bem com a dieta que me foi recomendada). Foi aí que comecei a ler muito sobre alimentação e que mudei radicalmente tendo deixado praticamente de comer carne (comia peixe). Comecei também a mexer-me mais e consegui emagrecer! Depois de ter visto que me dava tão bem com a comida à base de legumes (a carne não me fazia mesmo nada bem!), é que surgiu a ideia de me tornar vegetariana (afinal era algo que sempre quis sobretudo por causa dos animais)! Li mesmo muito muito sobre o assunto. Não conhecia ninguém que tivesse esse tipo de alimentação e achava que seria impossível tornar-me vegetariana. Não tinha jeito nenhum para a cozinha (apenas tinha começado a cozinhar há cerca de 1/2 anos). Quando fui para a universidade nem arroz simples sabia fazer! Mas a vontade de mudar (sobretudo porque estava numa fase um pouco negativa da minha vida e porque sentia o ânimo de ter emagrecido) permitiu-me seguir em frente. Pelo menos estava decidida a experimentar, se depois não gostasse não havia problema, voltava à alimentação de sempre.

Então assim foi! As primeiras refeições não saíram muito bem, mas fui aprendendo devagarinho. Fui descobrindo novos sabores, novas formas de cozinhar, aprendi a andar de marmita atrás sempre que ia comer a casa de alguém, aprendi a ouvir os mais curiosos (nem sempre com opiniões muito positivas) e aprendi a adaptar-me a qualquer situação que envolvesse comida!

E ainda ganhei mais. Sempre tive amigdalites constantes e muito dolorosas! Após me ter tornado vegetariana diminuíram imenso, apesar de ainda ter tido uma ou outra. Desde que me tornei vegana, nunca mais estive. Também as gripes e constipações são raras por aqui, confesso que já não me lembro da última...

Claro que nem tudo se deve à alimentação vegetariana/vegana. Sei que é uma conjugação de vários factores que contribui para tudo isto e tal como já falei várias vezes por aqui, só recentemente, com uma vida mais calma e relaxada, deixei de ter crises de ansiedade/dificuldade em respirar e passei a ter menos dores de cabeça.

Para além disso, com a prática regular de exercício físico, os problemas de circulação melhoraram e deixei praticamente de ter dores nas pernas (estava a tomar medicação segundo recomendação do médico).

Todas estas coisas, aliadas à capacidade de ser feliz e de apreciar as pequenas coisas fazem sentir-me muito bem! E se eu consigo ser e sentir-me assim (que já fui balofinha, pouco saudável, depressiva e infeliz) qualquer pessoa consegue :) Pode demorar alguns anos (no meu caso demorou vários) mas compensa muito muito! A capacidade de mudarmos só depende mesmo de nós! Por isso se querem mudar FORÇA!


Guia para uma vida mais calma

19 julho 2013

Resolvi juntar algumas das minhas referências favoritas num só espaço!

Para além de ser uma forma de rapidamente me conhecerem melhor e de saberem os assuntos de que mais gosto, é uma forma de ajudar quem se interessa pelas mesmas questões.

Assim para além das dicas go slowly que vou publicando, este guia (mais geral) estará disponível para quem quiser aprofundar um bocadinho mais estes temas ou simplesmente para quem está numa de mudar alguma coisa na sua vida.

A ideia é que este guia seja feito para os leitores! Por isso se tiverem links interessantes e/ou novas ideias enviei-me um e-mail ou deixem um comentário.

Sem vocês este espaço não seria o mesmo!

Obrigada :)


Uma vida mais eco-friendly

17 julho 2013

Os flashbacks são, como o próprio nome indica, um regresso ao passado.
Foi por volta de Novembro de 2011 que comecei a ler sobre minimalismo e que transformei literalmente a minha vida!
Na altura não tinha blog mas escrevia numa espécie de diário.
Quando criei o blog, um ano depois, recuperei alguns desses textos para te inspirar a fazer o mesmo. Espero que gostes!

Sempre fui muito preocupada com o ambiente e portanto sempre tive uma vida eco-friendly. Ainda assim, o minimalismo permitiu-me ir mais à além!

Primeiro de tudo, tornei-me vegan, algo que sempre quis desde que me tornei vegetariana! A vida foi acontecendo, foi passando e fui adiando esse desejo... Quase só 10 anos depois resolvi seguir em frente (e a descoberta do minimalismo na mesma altura não é pura coincidência)! Às vezes vamos adiando coisas na vida que até são bastante importantes para nós, mas nem percebemos bem porquê... Andamos demasiado ocupados com tudo o resto e esquecemo-nos do mais importante: nós!


Então como passei a ter uma vida mais eco-friendly?

Passei a poupar mais água...

- na altura do banho, enquanto espero que a água aqueça em vez de a desperdiçar recolho essa água com um balde/garrafão (uso esta água para limpar o chão ou na sanita em vez de puxar o autoclismo) ou começo mesmo por tomar banho de água fria (no verão sabe tão bem e ainda por cima activa a circulação);

- aproveitando a água que uso na roupa que lavo à mão (uso esta água na sanita em vez de puxar o autoclismo);

- tomando banhos rápidos e fechando a torneira sempre que a mesma não for necessária (enquanto lavo o corpo/cabelo. Confesso que no inverno custa um bocadinho, mas é tudo uma questão de hábito);

- usando aqueles redutores de água nas torneiras/chuveiros;

- na cozinha, nunca fui pessoa de deixar a torneira a correr enquanto lavava a loiça, mesmo assim passei a ter mais cuidado. Coloco a tampa da banca quando começo a cozinhar e assim toda a água que vou usando serve depois para passar a louça por água antes de a colocar na máquina;

- lavando apenas quando as máquinas (da louça e da roupa) estão cheias e usando programas mais curtos

Passei a usar menos papel e plástico...

- não comprando papel de embrulho: aproveito de outros embrulhos (pois não deito fora quando estão em boas condições), reutilizando sacos de papel, jornais e revistas;

- usando mais vezes sacos de tecido e recusando os sacos que são oferecidos nas lojas (só aceito sacos no supermercado quando preciso deles para o lixo);

- deixando de comprar guardanapos de papel. Agora só uso de tecido e dei o meu porta-guardanapos (pois agora de nada serve);

- comprando muito menos produtos já embalados e tentando ao máximo cozinhar quase tudo em casa;

- reduzindo o uso de lenços de papel (ainda tenho algumas embalagens) e utilizando lenços de pano;

- diminuindo o uso de papel para rascunhos (escrevo cada vez mais no computador, no smartphone...)

- deixando de usar garrafas de plástico. Passei a usar uma sigg (agora só falta deixar de usar água engarrafada em casa...). Alguém usa filtros (na torneira ou jarros com filtro)? Recomendam? A questão é mesmo o sabor, se fica melhor com o filtro ou se não se nota assim muita diferença...

- evitando ao máximo usar secadores de mãos e/ou toalhas de papel em casas de banho públicas. A técnica de sacudir bem as mãos várias vezes resulta mesmo (li algures que se devia sacudir cerca de 12 vezes! As coisas que se lembram de analisar...)

- evitando copos de plástico (se vou a um restaurante no shopping e bebo alguma coisa, prefiro beber da garrafa);

- usando folhas de chá em vez dos saquinhos de papel;

- deixando de usar luvas de borracha. Com o uso de produtos naturais para a limpeza deixei de ter a necessidade de usar luvas (antes tinha mesmo que usar pois fazia alergia a vários produtos);

- deixando de comprar os tradicionais “panos amarelos” (para a banca) e substituindo-os pelos panos micro-fibras;

- deixando de usar papel vegetal e usando uma alternativa mais ecológica, como referi aqui;

- deixando de usar película aderente e papel de alumínio;

- tendo aderido ao formato electrónico de todos os serviços que disponibilizam essa opção (facturas, bilhetes, livros...).

Passei a poupar mais combustível...

Andamos mais a pé e evitamos sair de casa de carro só porque sim. Quando saímos é com um propósito específico e se temos que ir a determinado sítio aproveitamos para ir logo a mais 2 ou 3 que fiquem no caminho.

Passei a poupar mais luz e gás...

- desligando (com o uso daquelas extensões de botão) muitos aparelhos à noite e de manhã (computadores, telefone, tv, box, impressora);

- lavando quase toda a roupa com água fria (e por isso misturo todas as cores), o que faz com que gaste menos luz, muito menos água e ainda ganhe mais tempo;

- lavando e limpando menos (só lavo e limpo o que está sujo);

- substituindo algumas lâmpadas por lâmpadas económicas e tirando outras. Como tenho vários focos no tecto e ainda todos funcionam, em vez de substituir todos os focos, resolvi tirar alguns, pois não preciso de tanta luz em certos pontos da casa;

- deixando de ligar o aquecimento no inverno. Veste-se mais roupa, usam-se lençóis mais quentes e saco de água quente se necessário (a minha casa não é muito fria) e aproveitando o sol para aquecer a casa durante o dia;

- usando menos vezes o forno para cozinhar (antes era um exagero e como também comprava muita coisa pré-cozinhada ainda era pior, era só colocar no forno...);

- dando as leituras dos contadores (luz, água, gás);

- cozinhando o dobro da comida e guardando o resto;

- reduzindo a potência da luz para 3.45 Kva (já cheguei a ter 6 e tal!). Já tive bi-horario mas no início deste ano deixei de ter pois agora dá-me mais jeito assim, não estou presa a horários.

Passei a usar produtos ecológicos e mais saudáveis (para mim e para a casa)...

- todos os produtos de higiene são agora vegans;

- os óleos de amêndoas doces/de côco são os meus produtos de eleição para hidratar o rosto/corpo e percebi que a minha pele reage muito melhor, pois tinha alergias constantemente a todo o tipo de cremes;

- comecei a usar esfoliante caseiro;

- passei a usar sabonetes que são muito mais saudáveis e mais económicos;

- os cotonetes que uso são biodegradáveis;

- passei a usar só produtos ecológicos na limpeza da casa (antes tinha um armário cheio com produtos específicos para cada coisa: para limpar o wc, para tirar gorduras, para limpar o chão, para limpar os vidros, para desinfectar as sanitas, sal e abrilhantador para a máquina, amaciador para a roupa, panos amarelos… Passei a usar só detergente caseiro nas limpezas, deixei de usar amaciador (pois é muito mau para o ambiente e não sinto falta dele) e comprei uma esfregona ecológica. É incrível como somos levados a comprar, a comprar, a comprar, quando na realidade os produtos fazem quase todos o mesmo):

 Armário dos detergentes - ANTES

Armário dos detergentes - DEPOIS

- uso mais produtos biológicos - apesar de serem mais caros, poupo a longo prazo (na minha saúde);

- praticamente deixei de tomar comprimidos. Recorro sempre a alternativas naturais e deixo as alternativas químicas sempre para último recurso.

Passei a ser uma consumidora mais informada, mais responsável e mais contida:

Reduzi o consumo de uma forma geral através de desafios como no-spending month (em que acabo com tudo o que está na despensa); tento reutilizar tudo ao máximo; evito o desperdício, comprando apenas aquilo que realmente necessito; deixei de comprar roupa com a frequência com que o fazia (quase todos os meses); deixei de fazer refeições fora e aprendi a gostar muito mais de cozinhar; passei a levar almoço para o trabalho (sei que assim poupo mais e me alimento melhor); de vez em quando troco coisas/roupas com amigos e familiares; peço emprestado e evito comprar; tento apoiar o comércio tradicional e aquilo que é português; passei a privilegiar o contacto com a natureza e a preferir programas ao ar livre:


Apesar de me ter livrado de imensa coisa desde que adoptei o estilo de vida minimalista, tento sempre reciclar ou dar a alguém, evitando ao máximo colocar as coisas no lixo comum.

Sempre que posso tento partilhar estas e outras dicas, aqui no blog, e também com amigos/conhecidos.

E por aí que preocupações têm com o ambiente?

Chocolate Vegan

15 julho 2013

Nunca gostei muito de chocolate preto e, por isso, quando passei a ter uma alimentação vegan andei à procura de alternativas ao chocolate de leite. 

Descobri que há imensas variedades e que mal se notam as diferenças entre um chocolate de leite e um chocolate vegan.

Apresento aqui 3 alternativas (deliciosas): um tradicional,  um sem açúcar e um de alfarroba (mais pequeno).



São os 3 muito bons e já usei deste chocolate para fazer a cobertura de um bolo de cacau.

Costumo comprar estes chocolates nas lojas Celeiro-Dieta e recomendo :)

Go slowly: almoços ao ar livre

12 julho 2013

As “go slowly” são pequenas dicas que podemos implementar no nosso dia-a-dia que nos permitem viver de forma mais lenta, relaxada e feliz. Fazem-nos ver a vida de outra forma e ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas. Vamos a mais uma dica?

E se pudéssemos aproveitar todos os momentos para relaxar?

É isso que tento fazer à hora do almoço, almoçando em jardins públicos (só me falta a mantinha e sentar-me no chão!), mas é quase como se o fizesse e sabe tão bem!

Consegue-se relaxar a sério, como se fosse fim-de-semana e nem parece que estou num dia de trabalho. Acho esta quebra essencial para que o resto do dia corra melhor. Claro que depois custa um bocadinho ter que voltar ao trabalho, mas como o que tem que ser tem muita força, lá vou eu! Mesmo no inverno costumava almoçar ao ar livre, só não o fazia em dias de chuva (pois os parques não têm infelizmente nenhuma área coberta).

Ouvir os animais, observá-los, sentir o ar fresco, respirar ar puro, ouvir a dança das folhas... tudo isso me alimenta a alma! Deixa-me como nova.

No estrangeiro é muito comum almoçar-se ao livre durante a semana. Aqui não temos esse hábito, se bem que ultimamente tenho visto mais gente a fazê-lo e ainda bem :)

Se não podes almoçar ao ar livre, ou porque não tens espaços verdes junto ao trabalho ou porque almoças no restaurante, no final do almoço aproveita para dar um passeio a pé. Respira profundamente e sente a tua respiração. Vais ver que a tarde irá correr muito melhor!








Vamos destralhar? - Guia rápido

10 julho 2013

Primeiro de tudo: saber qual o tempo disponível - se tiveres meia hora só poderás arrumar um pequeno armário. Se tiveres várias horas podes aproveitar para arrumar o teu guarda-roupa. Também depende da quantidade de coisas que tens, depende se irás ter ajuda ou não e se tens facilidade em livrar-te das coisas... por isso é que nesta coisa do destralhar não há formulas mágicas, o "one size fits all". Se estás mesmo a começar, então sugiro que escolhas uma pequena área. Depois quando já estiveres mais habituada(o) nestas andanças, podes aventurar-te por áreas maiores.

Vamos lá?

Qual é o sítio que gostavas mesmo mesmo de arrumar? Ou que achas que está mesmo a precisar? Começa por aí.

Agora veste algo confortável e escolhe a banda sonora ideal para te acompanhar. Vais ver que isso faz toda a diferença!

Arranja 3 sacos ou caixas: um para colocar as coisas para dar, outro para o lixo e outro para aquelas coisas que não consegues decidir já.

Agora dirige-te ao espaço que queres arrumar e tira uma foto.

Tira todas as coisas desse espaço (se quiseres podes tirar uma foto do espaço vazio).

Chegou a parte mais importante: decidir o que volta a entrar naquele espaço.

Pega uma coisa de cada vez e pensa bem:

É algo que gostas? Se sim, já sabes que é para manter.

Quando foi a última vez que usaste essa peça/objecto? Se foi há muito tempo (mais de 6 meses/1 ano é porque não faz assim tanta falta...).

Ainda está em bom estado? Se não estiver, adeus!

Faz-te lembrar alguém? Se sim, será que não consegues manter essa recordação através de uma foto desse item? Até podes escrever uma história sobre isso e guardar juntamente com a foto no computador.

Será que se voltares a precisar de algo parecido, não consegues pedir emprestado? Se sim, não precisas de manter esse item (eu costumo fazer isso, há coisas que por exemplo levo para casa dos meus pais e deixo lá mesmo com essa condição, se voltar a precisar peço emprestado, assim como também há coisas deles que tenho cá em casa temporariamente, como a máquina dos sumos).

Voltavas a comprar uma coisa igual? Se não, adeus de vez!

Mesmo respondendo a todas estas perguntas não é fácil, sei que custa muito decidir e, por isso, o melhor é mesmo colocar certas coisas na caixa das dúvidas. Mais tarde, quando te sentires preparada(o) voltas a atacar.

Depois de decidires quais as coisas que queres manter é só arrumar tudo no sítio e tirar uma nova foto. Aprecia o novo espaço e sorri! Aposto que ficou muito melhor!

Abre as janelas e deixa o novo espaço respirar ar puro (aposto que ele já tinha saudades de o fazer!).

Agora vou mostrar-te como fiz este exercício outro dia....

Como substituí algumas peças de roupa e me livrei de outras, acabei por ficar com uma gaveta livre no armário. Por isso, achei que devia aproveitar para arrumar lá alguma coisa e desocupar outros espaços.


Lembrei-me da roupa de exercício/andar em casa que estava aqui.

Primeiro: retirei tudo do sítio onde estava e coloquei em cima da cama.

Neste caso uso praticamente tudo, por isso avancei a parte do "quando foi a última vez que usei...".
Então comecei por livrar-me daquilo que já estava demasiado velho (foi fácil decidir): 2 t-shirts e 1 camisola (usadas para o exercício) que coloquei logo num saco para o lixo.

A seguir já foi mais difícil... Veio a parte da roupa de andar por casa...
Acho que é tão fácil acumularmos este tipo de roupa e eu sou um exemplo disso. Muitas vezes, quando as coisas vão ficando velhas em vez de as despachar penso “ainda dá para andar por casa” e claro que não há mal nenhum em fazê-lo, desde que não seja em exagero! Eu já tive várias gavetas cheias com este tipo de roupa... Claro que agora não tenho nem metade, mas mesmo assim tinha mais do que suficiente, por isso livrei-me de 2 vestidos (fiquei com 3 t-shirts e uns calções e chegam perfeitamente, até porque também uso pijamas e às vezes a roupa de exercício).


Entretanto dobrei as peças que queria manter (da melhor forma possível para caberem todas na gaveta) e separei-as por tipo - tops que uso por dentro, t-shirts, calções/leggings e outros tops: 


Fiquei com este acessório livre e para já ainda não sei lhe irei dar outra utilidade ou não...


Depois lembrei-me de voltar ao escritório... Tenho demasiadas caixas na estante quase todas cheias (de 6 só uma estava desocupada). Tenho desde cabos, a fotografias, sacos/papéis para presentes, material de escritório (canetas, clips...), etc.

Fiz exactamente a mesma coisa: retirei todo o conteúdo das caixas (neste caso uma a uma para não misturar tudo e ficar uma confusão) e fui decidindo o que fazer com o conteúdo de cada uma. Algum foi para dar, outro para o lixo e outro simplesmente arrumei noutro sítio. Por exemplo, os sacos  para presentes decidi arrumar junto com os outros sacos que tenho na cozinha, assim quando precisar já sei que os sacos estão todos no mesmo sítio. Quando fui arrumar os sacos, aproveitei logo para me livrar de alguns, pois apesar de recusar quase sempre os sacos das lojas acaba-se sempre por acumular...

Na caixa dos fios/cabos e afins livrei-me de 2 auscultadores que já estavam estragados, uma bateria de telemóvel, duas caixas de telemóveis (que serviam para guardar outras coisas), de papéis, blocos, um manual de instruções, vários clips e canetas, entre outras coisas. As caixas ocupadas passaram assim de 5 a 2 e como cabem umas dentro das outras, só 4 ficaram à vista. Logo veremos se daqui a uns tempos não fico sem nenhuma...

Com estas e outras arrumações passadas juntei um número considerável de coisas para dar. Gosto de juntar várias coisas, pois assim levo tudo a uma instituição de uma vez só:



Espero que este pequeno guia vos tenha ajudado!

Deixo-vos aqui outro guia e mais algumas dicas (sobretudo para quem tem dificuldade em se livrar de coisas sentimentais).

O desafio 2013 em 2013 e algumas mudanças

08 julho 2013

Andava numa de fazer o desafio mais lentamente, ou seja, não andava propriamente à procura de coisas, mas ultimamente tenho achado que ainda tenho muitas coisas a mais cá por casa (a vontade de ter menos é cada vez maior!) e confesso que já tenho saudades daqueles grandes destralhanços do início!

Então resolvi pedir ajuda, pois já não consigo livrar-me de 2013 coisas sozinha!

Apresentei o desafio ao marido (pois ele não conhecia) e ele dispôs-se logo a ajudar, pois sabe (lá no fundo no fundo) que tem coisas a mais... De vez em quando até costuma dizer “tenho que arrumar isto ou aquilo” mas depois prefere fazer outras coisas, porque afinal as coisas não o incomodam, pois estão devidamente arrumadas e por isso prefere gastar o tempo a fazer outras coisas...
Eu já não sou assim, se há coisa que gosto é de arrumar e destralhar e prefiro ter armários vazios do que cheios de coisas que não uso, até porque ao dar estou a ajudar outros que efectivamente precisam das coisas (mas temos que respeitar a opinião e o espaço de cada um, pois claro).

Como tivemos uns dias de férias resolvemos aproveitar para rever e actualizar algumas coisas: demos tralha que não usamos, demos coisas velhas e substituímos outras que estavam a precisar de reforma (quer em casa, quer no nosso guarda-roupa) e as promoções vieram mesmo a calhar... Podem ver as coisas que foram embora aqui.

É incrível como temos muita coisa em casa e só quando as contabilizamos é que nos apercebemos! Quase 500 coisas é muita coisa (só algumas delas é que são digitais, por isso o resto estava mesmo a ocupar espaço físico!).

A casa também sofreu algumas mudanças (como tinha anunciado aqui), livrei-me das duas mantas que tinha no sofá (no próximo inverno comprarei uma nova) e de um ferro de engomar que tinha a mais e que nunca usei. No quarto, comprei almofadas novas para dormir, nas casas-de-banho, um dos móveis passou a ser branco (adoro!) e consegui finalmente substituir os acessórios:


E nada melhor do que fazer um upgrade à entrada da casa com uma frase inspiradora (dedicada sobretudo ao marido, que é fã da guerra das estrelas) que coloquei numa moldura parecida com esta (mas mais pequena, de 12x8cm):



No próximo post há guia de arrumações e fotos de novas alterações no armário da roupa.

E vocês têm andado a destralhar?

Pequenos shortcuts no dia-a-dia

05 julho 2013

O que são?

Pequenas coisas que podemos fazer todos os dias, que nos facilitam a vida, que nos permitem ter a casa sempre arrumada e organizada e que nos permitem gastar menos tempo com limpezas e arrumações.
  • Primeiro de tudo já sabem: ter o mínimo de tralha possível (se não puderem ou não quiserem livrar-se de alguma coisa, arrumem dentro de um armário, pois o que está arrumado não dá trabalho e longe da vista longe do coração!);
  • Quanto menos tapetes melhor. Os tapetes dão trabalho a limpar, sujam-se muito, acumulam porcaria e temos que os retirar sempre que queremos limpar o chão;
  • Colocar logo a roupa suja na máquina (se separarem por cores ou tipos coloquem na máquina apenas aquilo que irão lavar) e evitar ter vários cestos espalhados pela casa com roupa suja (em casas grandes poderá ser vantajoso mas em espaços mais pequenos não se justifica, só dá mais trabalho na hora de lavar a roupa);
  • Evitar deixar roupa espalhada pela casa: se, por exemplo, penduro um casaco ou algo que usei nesse dia para arejar (pois não vou lavar) tento arrumar nesse mesmo dia à noite ou no máximo no dia seguinte (se não arrumar logo já sei que rapidamente acumulo a roupa da semana inteira e depois ao fim-de-semana perco muito tempo a arrumar tudo!)
  • Na altura de recolher a roupa dobro-a logo e coloco no cesto. Depois é só arrumar. O ideal é arrumar logo de seguida, mas se não o fizer, pelo menos a roupa foi dobrada, o que evita que fique amarrotada. E o que faço com as camisas do marido (estas sim têm que ser passadas a ferro)? Penduro-as nos respectivos cabides. Quando ele quiser passar a ferro vai buscá-las e assim também não ficam amarrotadas;
  • Quando se desarruma, arruma-se (descobri há uns tempos um termo engraçado para isto "Clearing to neutral" que é basicamente deixar tudo preparado para ser usado da próxima vez sem deixar nada desarrumado);
  • Quando se suja, lava-se (por exemplo, quando tomo chá ou café lavo logo a chávena, quando como alguma coisa coloco logo a louça na máquina, quando lavo os dentes limpo rapidamente o lavatório... vocês percebem a ideia);
  • Cada coisa deve ter o seu lugar, assim nada se perde;
  • Usar cestos ou divisórias dentro das gavetas, sobretudo para arrumar cabos/fios/itens mais pequenos;
  • Fazer comidas de um só tacho, por exemplo risoto ou arroz de açafrão com legumes. São práticos (sujam pouca louça e dão menos trabalho) e super saborosos;
  • Fazer o dobro da comida, guardando o que sobra para outra refeição;
  • Cortar/preparar os legumes quando ainda estiverem frescos ou comprar legumes congelados. Às vezes também pico o alho e a cebola e congelo-os no mesmo recipiente (como os uso juntos, assim é mais rápido e coloco a cebola mesmo muito pequenina para que ambos demorem +/- o mesmo tempo a alourar). Estas e outras ideias aqui;

  • À medida que vou cozinhando arrumo logo a louça suja na máquina (e por isso também evito  começar a cozinhar com louça lavada por arrumar, senão depois vai-se acumulando tudo na banca e nos balcões e quando terminar de cozinhar demoro o dobro do tempo);
  • Lavar a roupa/limpar a casa só quando estiver suja, e não fazê-lo só porque se tem que fazer de x em x tempo (aqui o importante é o equilíbrio, não vou estar sempre a limpar pois estarei obviamente a perder tempo, mas também não vou deixar acumular sujidade pois desta forma irei demorar o dobro do tempo a limpar);
  • Alinhar em desafios como o “no spending month” - perde-se menos tempo nas compras, poupa-se dinheiro e evita-se o desperdício de comida;
  • Ter uma cama simples como a da Rita, com apenas lençol-capa e cada de edredon (é tão mais fácil fazer a cama assim! Antes, além de um conjunto completo de lençóis ainda tinha mais duas fronhas da capa do edredon que costumava colocar por cima das almofadas de dormir, tinha imenso trabalho a fazer a cama sem necessidade! No verão, mesmo usando um lençol de cima, torna-se mais simples fazer a cama, pois não tenho fronhas extra e é tudo liso/da mesma cor);
  • Ter uma área para a reciclagem, assim na altura de levar o lixo é muito mais rápido (mesmo para pilhas, rolhas e medicamentos tenho um sítio específico, assim na altura de levar o lixo não tenho que andar à procura das coisas);
  • Ter uma área para irmos colocando coisas para dar (da última vez usei este cesto) ou coisas que não temos bem a certeza se queremos dar como a caixa do Dave;
  • Preparar as coisas para o dia seguinte: a louça do pequeno-almoço; o almoço/garrafa de água para levar para o trabalho; a roupa/carteira e calçado;
  • Ter uma colher pronta a usar num frasco que é muito utilizado, por exemplo o de café;
  • Ter uma lista de compras (supermercado) já feita, de forma a irmos adicionando aquilo que é preciso comprar à medida que vai acabando;
  • Agrupar coisas que se usem juntas. Por exemplo, guardar os utensílios de forno no mesmo armário, as chávenas do café perto da máquina de café, os tachos junto do fogão. Até nas coisas pessoais faço o mesmo, por exemplo, tenho a roupa de exercício toda junta: calças, t-shirts, meias... É muito mais rápido quando me quero vestir.

E vocês têm dicas/shortcuts para partilhar?

Buddha Eden - um jardim "go slowly"

03 julho 2013

Um lugar calmo, magnífico, deslumbrante, que transmite calma e paz de espírito.

Fiquei como nova depois de o visitar!

Para quem não conhece, chama-se "Buddha Eden, Jardim da Paz" e fica a cerca de 5 minutos de Óbidos. São cerca de 35 hectares, com muita vegetação, água, buddhas gigantes, lanternas, soldados de terracotta e dragões.

Aqui ficam algumas imagens...



























Ainda bem que há lugares assim (e no nosso país!) :) e estava pouquíssima gente quando lá fui, o que tornou a viagem ainda mais calma...