Corante E-120

31 maio 2013


O corante E-120, Cochonilha ou Carmim é usado em muitos produtos que apresentem cor vermelha ou arrosada, como por exemplo, gomas, rebuçados, bolos, refrigerantes, iogurtes (por exemplo de morango), salsichas e vários produtos de cosmética.

E qual o problema deste corante?

É feito a partir de insectos!

O E-120 obtém-se a partir de uns insectos chamados de Cochonilhas (Dactylopius coccus), originários do México e para produzir apenas 450g deste corante são precisos cerca de 70.000 insectos!!

E acreditam que a maior parte das salsichas ditas “vegetarianas” tem este corante (marcas como Izidoro e Cem Porcento)? É verdade! Inclusive cheguei a entrar em contacto com a Cem Porcento sobre o assunto e sugeri que alterassem o rótulo, pois quando aparece apenas E-120 muita gente pensa que se trata de um corante qualquer e não Cochonilha. Quando se trata de uma marca como a Cem Porcento que faz praticamente só produtos vegetarianos e veganos, acho a coisa grave! Poderia pelo menos ter a indicação de que não é próprio para consumo de vegetarianos/vegans.

É preciso cada vez mais, estarmos atentos aos rótulos!

Mais informação aqui.

Casas-de-banho simples e de fácil manutenção

29 maio 2013


Os flashbacks são, como o próprio nome indica, um regresso ao passado.
Foi por volta de Novembro de 2011 que comecei a ler sobre minimalismo e que transformei literalmente a minha vida!
Na altura não tinha blog mas escrevia numa espécie de diário.
Quando criei o blog, um ano depois, recuperei alguns desses textos para te inspirar a fazer o mesmo. Espero que gostes!

Tenho duas casas-de-banho: uma fica no corredor e outra no quarto.

A do corredor é mais pequena, tem uma sanita, um lavatório e um poliban.

Como não tinha arrumação nenhuma, resolvemos comprar um móvel. Afinal as coisas não cabiam todas no outro wc...
A verdade é que agora conseguia viver sem ele, pois tenho espaço de sobra para guardar tudo no outro armário, mas agora que estamos sem ele (pois mandei-o pintar de branco) estamos a sentir a sua falta, dá imenso jeito para guardar o papel higiénico por exemplo, para pousar qualquer coisa, e também para guardar as toalhas de rosto que uso neste WC (tenho 3, uma está quase quase a reformar-se e depois não será substituída. Dois itens é sempre o número ideal, enquanto um está a lavar, o outro está a ser usado).

Portanto, aqui as mudanças não foram muitas, pois havia pouca coisa. Livrei-me apenas de um tapete que não tinha qualquer função aqui... de um conjunto de copo, porta-escovas (não eram usados) e doseador de sabonete líquido (pois uso saboneteira agora) e das velas que usava para decorar, pois só acumulavam pó... Resolvi começar a usá-las e agora até já nem tenho nenhuma das que originalmente estavam aqui.


Não sei se já alguma vez compraram alguma coisa em bambu para ambientes com água... Adoro bambu, mas não compro mais nada de bambu para os wcs. Por mais que digam que este material é resistente à agua, não é, e acaba por se deteriorar muito rapidamente. Comprei uma saboneteira deste material e ficou muito feia. Portanto, assim que encontrar uma saboneteira que goste, substituo-a.


A outra casa-de-banho tem uma sanita, lavatório com armário, bidé e banheira.

Ja disse que odeio bidés? Acho que não servem para nada, apenas para acumular pó e ocuparem espaço! 

Junto ao lavatório já tive imensa tralha: velas a decorar (que tiveram o mesmo destino que as que estavam no outro wc), um espelho de aumento e praticamente todos os produtos que usava mais frequentemente (cheguei a ter apenas os produtos, depois tive-os dentro de cestos para ficarem mais organizados e bonitos...). Nada me satisfazia porque eram coisas a mais! Arrumei tudo dentro dos armários e cá fora só ficou mesmo aquilo que uso todos os dias. Só isto fez uma diferença enorme e na hora de limpar não custa nada!


ANTES

DEPOIS

Quanto à tralha dentro do armário, livrei-me de vários utensílios para arranjar as unhas, estojos, espelhos (daqueles mini), de todas as amostras de perfume e de várias esponjas (ainda tenho uma mas quando ficar velha não será substituída, o esfoliante tem a mesma função do que a esponja e é muito mais ecológico). O doseador de sabonete líquido está prestes a ser substituído por uma saboneteira (quando encontrar uma que goste, compro duas, uma para cada wc). Também quero comprar um copo novo para as escovas e pasta de dentes (e um chega perfeitamente). Todos os produtos que estavam guardados foram usados (amostras, coisas de hotéis, presentes). É incrível a quantidade de coisas que vamos guardando para usar “se formos a algum lado”, “se fizermos isto ou aquilo”, etc. As coisas estão apenas a ocupar espaço e a estragarem-se!


Devo dizer que ter o cabelo curto também me permitiu livrar-me de imensos acessórios (ganchos, molas, elásticos, até escovas de cabelo) e de alguns produtos (como amaciador) e além disso é muito mais prático tratar de um cabelo curto do que de um comprido. O único senão é mesmo ter que ir mais vezes ao cabeleireiro (pois infelizmente não sei cortar o meu próprio cabelo). Acreditem que se me ficasse bem o cabelo totalmente rapado era bem capaz de fazer uma coisa dessas... Quanto mais prático, melhor!


Também me livrei de imensos produtos de maquilhagem (há mesmo muito tempo que estavam fora de prazo!) - este símbolo é o culpado! A partir do momento em que abrimos uma embalagem, o tempo começa a contar! E aborrece-me pois a maior parte dos produtos tem embalagens grandes demais! Se não usarmos todos os dias, obviamente que vai expirar antes de acabarmos com o produto! A validade é geralmente entre 6 a 12 meses. Porque será que não fazem embalagens mais pequenas?


Além do amaciador, deixei de usar outros produtos como: cremes (para rosto e corpo), gel de banho (a embalagem que ainda tenho está quase quase a acabar, apenas uso no doseador para lavar as mãos), sabonete líquido (substituí por sabonetes), perfume (os perfumes só têm químicos, dispenso. Sei que há alternativas naturais mas não me faz falta) e esfoliante (agora só uso versões caseiras).

Para hidratar a pele uso apenas óleo de amêndoas doces e/ou óleo de côco.

Todos os produtos que usamos foram aos poucos sendo substituídos por versões mais saudáveis, para nós e para o ambiente. 


Para além do armário do lavatório que não é muito grande (de um lado cabem os nossos produtos e o papel higiénico; do outro tem um cesto embutido para a roupa suja) tenho um armário fora do wc mas dentro do quarto que tem bastante arrumação. É aqui que guardo a roupa de casa (toalhas, lençóis...). E sem me livrar de nada, consegui ficar com uma prateleira vazia neste armário! Bastou arrumar as toalhas de outra forma, dobrei-as em 3 partes em vez de 2 e assim couberam 2 conjuntos de toalhas, um em frente ao outro. No total temos 3 conjuntos, o que chega e sobra, apesar de nem sempre ter pensado assim... Houve uma altura em que queria comprar mais dois, afinal é bonito variar, pensava eu.... Hoje felizmente já não penso assim e ainda bem que na altura não cheguei a comprar!! Sei hoje, que apenas 2 são suficientes (tal como a regra que referi acima). Portanto, quando algum dos 3 ficar velho já sei que não preciso de comprar outro. 

Ainda tenho tapete neste WC, mas quando ficar velho irá ter o mesmo destino que o do outro wc...

As duas casas-de-banho sofreram várias edições (isto tudo nunca poderia ter sido feito de uma só vez, não só porque a minha vida não gira só à volta de limpezas e arrumações, mas também porque o que hoje faz falta, amanhã poderá não fazer, por isso é que nestas coisas não tem que haver pressas, destralhar aos pouquinhos é que é!) e ainda no fim-de-semana passado me livrei de mais algumas coisas (afinal o desafio 2013 em 2013 ainda está em curso!).

Agora limpar os WCs não custa nada, em 10/15 minutos ficam limpos :)


E as vossas casas-de-banho como são? Demoram muito a limpar ou nem por isso?




Como aquecer certos alimentos no microondas sem parecerem borracha

27 maio 2013


Sempre que aquecia pão ou algo do género como pizza, tinha que comer rapidamente senão a comida ficava como borracha!

Até que descobri esta dica: colocar uma pequena chávena com água junto do alimento que quero aquecer. Fica óptimo.


Costumo usar este truque para aquecer pizza e panquecas (pois geralmento faço sempre em maior quantidade). A água faz com que o ambiente dentro do microondas fique húmido e por isso os alimentos aquecidos não ficam demasiado secos.

As panquecas parecem mesmo acabadas de fazer :)

update: cada vez tento utilizar menos o microondas e tento aquecer tudo no fogão (directamente no tacho ou em banho-maria)

O gosto pela decoração...

24 maio 2013


Comecei a interessar-me por decoração desde bem cedo. Acho que isso se deveu totalmente à minha mãe que ainda hoje gosta imenso da área e que sempre teve revistas da El Mueble (e não só) lá por casa.

Também me lembro de entrarmos sempre na mesma loja de decoração onde ficávamos bastante tempo a ver tudo com pormenor. Eu ficava maravilhada, era como ir a uma loja de brinquedos. Sabia apenas que não podia mexer em nada, só ver. Na altura havia muito poucas lojas do género perto da zona onde morávamos e por isso não era fácil esquecer-me da loja. Lembro-me de já ser crescida e de passar na rua da loja e ficar a pensar se teria sido mesmo ali. Um dia passei com a minha mãe e ela disse-me "lembras-te da loja onde vinhas sempre comigo quando eras pequenina? Era aqui!". Também me lembro de ouvir a minha mãe dizer que quando se reformasse gostava de ter uma loja de decoração... Claro que eu ficava logo a imaginar como seria poder ter uma loja destas na família e por isso quase minha! Ficava deliciada a pensar em todos esses cenários...

O gosto foi-se mantendo e foi-se manifestando. Na família fui sendo a "decoradora" de serviço, pois a minha mãe sempre teve pouco tempo. Tios e primos iam pedindo ajuda e conselhos. E eu adorava acompanhá-los nas idas às lojas. Apesar de, muitas vezes, termos gostos completamente diferentes, conseguia perfeitamente colocar-me no papel deles e pensar no que ficaria bem com este ou com aquele estilo e também com as coisas que já tinham em casa.

Claro que estava sempre a sonhar sobre como seria a minha casa... Sempre soube muito bem o que queria, ainda que tivesse passado por duas ou três fases diferentes, lembro-me da fase do azul (e quando era miúda tive mesmo o quarto em azul e branco), do estilo étnico e depois o retro (que é sem dúvida o meu estilo favorito desde sempre).

Quando chegou a altura de decorar a minha casa (finalmente a minha casa!) tive que adaptar os meus gostos aos do marido. Curiosamente não foi tão difícil como esperava, sim porque o marido também gosta e percebe do assunto e portanto todas estas decisões foram tomadas em conjunto.

Sempre gostei imenso do estilo retro / Mid-century modern (se gostarem e se tiverem tempo vejam este documentário) mas com um toque actual (costumo gostar sempre mais de peças feitas agora a imitar as peças antigas do que de peças antigas), só que nunca aprofundei muito o assunto, nunca tive conhecimento teórico sobre a coisa, sempre foi tudo na base da intuição, daquilo que gosto e não gosto. E de facto quando se começa a aprofundar um bocadinho o tema, nota-se uma diferença enorme: é muito mais fácil perceber o que fica bem, as dúvidas começam a desaparecer e é muito mais fácil saber o que se está à procura e por isso também encontrar as lojas certas!

Na altura em que decoramos a nossa casa sabia muito pouco sobre o assunto e por isso provavelmente demorei muito mais tempo a descobrir o que realmente queria e onde poderia encontrar...

Imprimi recortes, fiz montagens e gastei muitas horas a fazer pesquisas pela internet, claro! Pena que na altura ainda não existia o Pinterest, que deve ser sem dúvida das melhores fontes de inspiração!

Já tínhamos decidido que queríamos comprar algo definitivo, não queríamos comprar umas coisas só para despachar que depois iríamos mudar com o passar do tempo, não, nós queriamos ir para a casa nova com tudo pronto e ao nosso gosto e, por isso, teriam que ser peças com qualidade. Apenas decidimos que não valeria a pena investir muito nos cortinados, almofadas, roupa de cama, pois isso é fácil mudar e, muitas vezes, basta apenas mudar isso para ficarmos com uma casa totalmente nova (o quarto parece outro e apenas mudei a capa do edredon).


Como tenho andando a aprofundar um bocadinho mais estes assuntos, também tenho andado a mudar algumas coisinhas cá em casa (ou será ao contrário?). Se nós também mudamos, a nossa casa deve reflectir isso, certo?

Adoro coisas antigas (sobretudo máquinas de escrever, máquinas fotográficas e telefones) e por isso tenho andado à procura de algumas peças! Máquina de escrever já tenho, máquina fotográfica também (consegui arranjar uma, também de uma pessoa da família) e só me falta o telefone que ainda não sei bem se conseguirei arranjar... Os objectos com história são especiais! Sei que as memórias estão na nossa cabeça mas se gosto de ter algumas coisas em casa, então prefiro reutilizar objectos já vividos do que estar a comprar novos.

Para além de ser uma atitude mais amiga do planeta, estamos a reavivar memórias antigas, estamos a partilhar a nossa casa com elas, estamos também a dar conhecer a outros (que visitam a nossa casa) essas memórias e histórias. Pois se as tivermos apenas na cabeça os outros não irão adivinhar... 

Portanto ando a eliminar objectos que não interessam e a adiconar aqueles que realmente gosto e que fazem sentido :)

Quanto a cores, sempre gostei de cores escuras e/ou fortes e portanto o gosto pelo branco foi para mim uma surpresa! Sempre gostei de móveis brancos mas nunca pensei gostar de uma casa totalmente branca, por exemplo, e a verdade é que gosto e muito! Sempre achei que tudo branco não ficava bem, que era demasiado... Mas isso era porque nunca tinha visto casas que realmente gostasse! Eu sabia lá o que era o estilo escandinavo... Além disso tinha medo do branco, sempre ouvi dizer que se sujava muito, que era uma maçada, pois tinha que se estar sempre a limpar. Portanto para mim branco só mesmo nas paredes e em alguns móveis.

Agora sei que não é bem assim, que é perfeitamente possível ter tudo branco sem se sujar muito e que é 1000 vezes melhor ter muito branco do que ter a casa carregada de objectos (pois isso sim é que dá trabalho a limpar!).


E sabem que mais? Isto de descobrir o nosso estilo decorativo é como descobrir qualquer outro estilo, seja na moda, nos cabelos, na música, na comida... faz-nos sentir tão bem connosco próprios! Sim, porque nos conhecemos verdadeiramente e por isso, sentimo-nos muito mais felizes! Vejam este post sobre como reflectir a nossa personalidade na nossa casa (adorei!).


E depois de vos contar esta loooonga história sobre mim, vou deixar-vos umas imagens da nova colecção stockholm do Ikea que reúne todos os elementos que gosto: branco, muita cor e estilo retro com um toque moderno. 

Se tivesse que voltar a decorar a minha casa já sei onde compraria quase tudo. Simplesmente adoro!




Esfregona ecológica da Vileda

23 maio 2013


Quando tive que substituir a minha esfregona (há uns meses atrás), resolvi procurar uma alternativa mais ecológica. Descobri esta da vileda:




Como o cabo que tenho ainda estava bom, comprei só mesmo a recarga.

Segundo o que li no site da vileda e também no blog "365 coisas que posso fazer", as tiras são provenientes de recursos renováveis e o plástico e o cartão utilizados na embalagem também são de materiais reciclados.


Acho que limpa muito bem e parece-me que absorve menos água, o que é óptimo. Assim o chão seca muito mais rápido.

Recomendo!

Go slowly: ritual de beleza semanal

22 maio 2013


As “go slowly” são pequenas dicas que podemos implementar no nosso dia-a-dia que nos permitem viver de forma mais lenta, relaxada e feliz. Fazem-nos ver a vida de outra forma e ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas. Vamos a mais uma dica?

Tira um dia só para ti aos fins-de-semana (se não tiveres sozinha em casa, diz mesmo à tua família que durante 30/40 min não podes ser incomodada).


Faz um esfoliante, este ou um que também costumo usar, com 3 partes de bicarbonato de sódio e 1 de água.

Este esfoliante é óptimo, pois o bicarbonato de sódio tem propriedades anti-sépticas, reduz a inflamação da pele (no caso de doenças como o eczema, acne), alivia a coceira e deixa a pele super macia.


Toma um banho quente e relaxa. Ilumina a casa-de-banho apenas com uma vela.





Podes ainda experimentar adicionar estes ingredientes à água do banho (já não sei onde encontrei esta receita):

2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio; 
2 colheres de sopa de sal grosso; 
raspa de um limão.


A pele fica super macia e o cabelo também e o cheiro a limão é tão bom!


Lê um livro.

Bebe um chá.

Ouve música.

Come chocolate!

Cuida de ti. Mima-te!


Como receber não veganos cá em casa

20 maio 2013


Sei muito bem o que é ir a qualquer lado e não poder comer nada. Desde a universidade que andava com tupperwares atrás, pois não queria incomodar ninguém com a minha "comida especial". Combinava apenas quais seriam os acompanhamentos e depois eu tratava do resto. Afinal era uma opção minha, por isso não poderia estar à espera que os outros tratassem das coisas... Muitas vezes as pessoas nem se lembravam e claro que não era por mal!

Agora falando do inverso... Como é quando recebo pessoas cá em casa com uma alimentação diferente da nossa? Gosto sempre de ter vários pratos. Acho que a variedade neste caso é muito importante, pois se alguém não gostar de determinado prato terá sempre outras opções. Afinal nem toda a gente gosta muito de comida vegetariana...

Para os amigos é mais fácil, geralmente é tudo vegetariano e cheguei a incluir uma outra coisa não vegetariana (tipo presunto ou algo do género). Mas quando se trata da família, é mais complicado e acabava por encomendar sempre comida (de um restaurante aqui perto). A minha mãe, sobretudo nunca gostou muito de comida vegetariana e por isso eu nem sequer queria arriscar... Mas depois pus-me a pensar que não fazia sentido... Então em casa de vegetarianos tem que se comer comida vegetariana! E também é uma forma de saírem da rotina e experimentarem coisas diferentes.

Portanto assim foi da última vez que a família veio cá a casa.

Fiz panados de tofu e de seitan (uns fritos outros no forno), rissóis de soja (já enganei algumas pessoas com estes rissóis, pois pensavam que tinham carne ehehe), risoto de cogumelos e uma salada com rúcula. Havia ainda tostas e broa, manteiga vegetal e pasta de amendoím.
Para a sobremesa fiz bolo de bolacha (receita daqui), estava delicioso e não senti nada a falta do ovo.

Para beber havia vinhos e água.


Aqui ficam algumas fotos...





Bolo de bolacha (receita daqui, só me lembrei de tirar foto no final por isso tentei apanhar apenas uma parte)

Todos gostaram muito, especialmente a minha mãe. Ela gostou tanto que se fartou de dizer a toda a gente que adorou e que nós cozinhamos muito bem. Claro que fiquei toda contente :)


Por isso uma decisão foi tomada: não entra mais comida cá em casa que não seja vegan. Agora só falta mesmo convidar a minha querida avozinha para experimentar umas coisinhas. Acho que ela deve gostar de qualquer coisa que faça lembrar bacalhau, como alho francês à brás, tofu com natas ou tofu com broa... Vou ter que tentar :)

Go slowly: não há problema em ser feliz tendo uma vida calma

17 maio 2013


As “go slowly” são pequenas dicas que podemos implementar no nosso dia-a-dia que nos permitem viver de forma mais lenta, relaxada e feliz. Fazem-nos ver a vida de outra forma e ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas. Vamos a mais uma dica?



Outro dia navegava eu pelo pinterest quando me deparo com a seguinte frase “It’s ok to be happy with a calm life” e pus-me a pensar naquilo... Esta frase sou mesmo eu!!

Cada vez gosto mais de tranquilidade, do meu canto, das minhas coisas, de fazer cada vez mais aquilo que gosto e menos aquilo que não gosto, cada vez gosto menos de confusões, de me sujeitar a certas coisas só porque sim. Agora uso verdadeiramente o poder da escolha. Faço porque gosto, digo sim porque realmente quero!

Não gosto de sair à noite, não gosto mesmo, já gostei, ja saí muito mas agora não gosto. Prefiro 1000 vezes ficar uma noite inteira na cozinha! Então se for com companhia melhor ainda...

Há certas pessoas que não me compreeendem, que já me disseram que pareço fazer parte da "brigada do reumático" (hahahaha), afinal tenho uma vida calma, preocupo-me com a saúde, levanto-me e deito-me cedo... Escrito assim até eu consigo chegar a pensar o mesmo!!

Mas se é assim que me sinto bem, se finalmente descobri o estilo de vida que mais se adequa à minha pessoa, não o vou deixar de seguir só por causa dos comentários e opiniões dos outros, não é? Vou sair muito, até às antas, passar fins‑de‑semana fora todas as semanas, arranjar 1001 actividades para dizer que estou ocupada, só porque os outros também o fazem? Isso não faz qualquer sentido! E se não começo já a fazer aquilo que verdadeiramente gosto, quando é que o farei? Quando me reformar? Eu nem sei se ainda estarei cá nessa altura! 

E não sou a única a pensar assim (ah pois que já pensava que estava maluca... estou a brincar). A Kate disse justamente isto neste post acerca da mesma frase e quando vi o post dela voltei a sentir-me totalmente identificada, tanto que pensei “vou já escrever o que me vai na alma sobre o assunto”.

Portanto sejam felizes à vossa maneira, façam o que vos apetecer (sempre sem prejudicar os outros claro) e não se sintam mal por serem diferentes ou por terem gostos estranhos. Se esse for o problema há sempre alguém no mundo mesmo muito parecido convosco, no meu caso do outro lado do mundo como a Kate (que vive na Austrália).

Pequena remodelação do armário da roupa


Depois das arrumações de inverno resolvi fazer algumas alterações no meu armário da roupa. Sempre achei que a divisão do seu interior não era a melhor, mas como tinha tanta coisa nem sabia bem como tirar o máximo proveito do espaço.

Depois de muitas arrumações e de várias edições ao guarda-roupa, começo a ter mais espaço e a roupa começa a respirar!

Por isso resolvi finalmente comprar um varão do Ikea para dividir uma parte do armário. Assim ganhei o dobro do espaço, podendo pendurar peças na parte de cima e na parte de baixo.

Ficou assim:

Na parte de cima ficaram os casacos (mais curtos) e algumas blusas e t-shirts, e na parte de baixo as calças, calções e saias.


Para as blusas e t-shirts caberem todas junto aos casacos, acabei por dobrar algumas que estavam penduradas anteriormente e coloquei-as numa das gavetas. Na gaveta coloquei de um lado as t-shirts completamente lisas e do outro as estampadas (acho que esta dica facilita imenso na altura de vestir, pois já sabemos onde está o quê).


Coloquei as echarpes/lenços/cachecóis e outros acessórios nestes suportes. Resolvi usar 2 pois assim as coisas ficam menos amontoadas.

Arranjei ainda estes ganchos para pendurar pulseiras e colares e descobri assim sem querer um sítio óptimo para os pendurar: nas dobradiças das portas do armário!



A divisória que antes usava para guardar echarpes/lenços/cachecóis ficou agora com a toda a roupa de exercício e de andar em casa (tentei dividir por tipo: todas as leggings/calções numa divisória, os tops noutra, as t-shirts noutra e a roupa de andar em casa noutra - isto facilita imenso quando quero usar alguma coisa).


E finalmente consegui arranjar espaço para pendurar a roupa de festa (uma saia, 2 vestidos e 2 casacos pequenos). Aborrecia-me ter que a ter dobrada numa caixa porque sei que não estava arrumada nas melhores condições. Agora finalmente ganhei mais espaço e pude pendurá-la. Coloquei tudo dentro daquelas protecções de casacos e assim ficou bem arrumada e protegida (não fechei totalmente o saco para a roupa poder "respirar").

Livrei-me de mais uma mala e decidi arrumar algumas malas mais pequenas dentro de outras. Assim em vez de usar sacos de enchimento para manter as malas direitas, uso outras malas e ganho espaço. Uma vez que tenho alguns sacos em tecido (de sapatos) que estão completamente novos, resolvi usá-los para guardar malas mais pequenas e delicadas. Assim podem estar umas dentro das outras sem se estragarem.

É incrível como me tenho conseguido facilmente desfazer de imensas malas! Achava eu que tinha que ter uma de cada cor para combinar com tudo e afinal: less is more! Quanto menos malas melhor: tenho mais espaço no armário e troco muito menos vezes de mala, o que constituía uma fonte de stress sempre que estava com pressa, pois acabava por me esquecer sempre de algo na mala que tinha usado no dia anterior!

Aqui está a outra parte do armário que tem os vestidos, as echarpes/lenços/cachecóis, as malas e mais alguma roupa nas gavetas (como tops, t-shirts, pijamas e casacos de malha):







E para pendurar algumas blusas ou vestidos que estão sempre a escorregar uso este truque: coloco dois elásticos nas pontas dos cabides e já está, não caem mais.





Partilhem as vossas dicas :)

Go slowly: mexe-te!

15 maio 2013


As “go slowly” são pequenas dicas que podemos implementar no nosso dia-a-dia que nos permitem viver de forma mais lenta, relaxada e feliz. Fazem-nos ver a vida de outra forma e ensinam-nos a valorizar as pequenas coisas. Vamos a mais uma dica?
  • Anda mais a pé e mais devagar
  • Sobe e desce escadas (deixa de usar o elevador)
  • Estaciona o carro longe
  • Deixa o carro em casa
  • Anda de bicicleta
  • Se tens um trabalho de secretária, levanta-te mais vezes, faz mais pausas
  • Aproveita para fazer alguns alongamentos sempre que podes (no trabalho faço sempre alguns quando vou ao wc)

Arranja tempo para praticar exercício físico. Pode nem sempre apetecer, mas faz tão bem à saúde e depois sentimo-nos tão bem! Quando me dá a preguiça, tento pensar na sensação que sinto no fim e isso ajuda!

Ao fim-de-semana, temos mais tempo e por isso costuma ser mais fácil. Mas e durante a semana? Para quem tem menos tempo, o ideal é fazer exercícios mais intensos e de duração mais curta. Um exemplo: saltar à corda! 5/10 minutos por dia é suficiente. É um exercício bastante completo e obriga-nos a respirar correctamente, pois exige uma coordenação entre os movimentos e a respiração (senão lá vem a dor de burro). E há imensas formas de se saltar acorda.

Podem ver aqui algumas delas (é melhor ver o vídeo sem som!)

E quando salto à corda?

Às vezes ao fim-de-semana, mas faço-o muito mais vezes durante a semana, precisamente por gastar pouco tempo.

Então ao final do dia ou enquanto estou à espera do jantar, salto à corda! A cozinha é o sítio ideal, pois tem muito espaço. Como são só 10 minutos é super rápido.

Comecei a saltar à corda no ano passado e quando comecei era uma desgraça, estava sempre a parar, ficava com dor de burro, enfim, era de rir. Mas continuava e insistia, pois sabia que com a prática iria melhorar (tudo melhora não é?). Além disso, quando era miúda fartava-me de saltar e conseguia fazê-lo perfeitamente. Portanto, continuei e agora não custa nada e já não fico com dor de burro. Sabe bem e faz muito bem à circulação, sobretudo depois de um dia inteiro sentada em frente a uma secretária. Além disso também faz muito bem à postura corporal (sinto que fico sempre mais direitinha depois de saltar, pois enquanto saltamos somos obrigados a estar com as costas direitas).

Por isso, mexe-te e cuida de ti :)

Hidratar a pele de forma minimalista

13 maio 2013


Aqui o "minimalista" significa duas coisas: de forma simples e ecológica.

Deixei de usar cremes de há uns tempos para cá (com a excepção do protector solar). A verdade é que faço alergia a quase tudo (tenho eczema - mas só tinha crises constantes em criança) e um produto que agora até pode não fazer alergia, amanhã já faz. Além disso, há alturas em que a pele faz reacções enormes, quando por exemplo está muito seca, depois de um banho mais longo. Nessas alturas, não podia colocar nada na pele pois tudo o que colocava fazia-me mesmo muito mal. 

Para além destas crises que vou tendo (principalmente no rosto), passei a ter ainda mais cuidado com o que uso na minha pele, sobretudo desde que me tornei vegana.

Através da Rita descobri o óleo de amêndoas doces e comecei a usar, não só no esfoliante que é óptimo mas também como hidratante. Só que mesmo depois do banho, descobri que o óleo de amêndoas doces não era o ideal, pelo menos para o rosto. Foi aí que descobri o óleo de côco! Posso dizer-vos que é fantástico e não me provoca qualquer reacção. Uso em todo o corpo mas sobretudo na cara, que é onde uso todos os dias.





Pode parecer estranho ler que além de usos culinários pode ser usado no cabelo e pele, mas é mesmo verdade. E aliás para cozinhar é óptimo, porque tem um cheiro a côco extremamente agradável, portanto não precisam de se preocupar com o cheiro a fritos.

Quando o compramos não está no frio e por isso na primeira utilização é mais fácil de usar, é só esfregar um bocadinho nas mãos e espalhar na zona pretendida. Como depois de aberto tem que ser guardado no frigorífico, fica um pouco mais duro, aí por vezes uso uma colher para me ajudar a tirar um pedacinho e depois tenho que esfregar um pouco mais entre as duas mãos. Depois é só aplicar e já está.

No cabelo nunca experimentei, se algum dia o fizer coloco aqui. Li algures que torna o cabelo mais forte e brilhante, por isso qualquer dia testo a receita.

Pode-se comprar em qualquer loja de produtos naturais.

Deixo aqui mais algumas utilizações deste poderoso ingrediente.

Adeus papel vegetal, és pouco ecológico

10 maio 2013


Costumava usar papel vegetal no forno, para fazer pão, bolos, pizzas. Sempre tentei utilizar várias vezes as mesmas folhas, o que é perfeitamente possível quando o papel não fica sujo nem muito queimado, mesmo assim a minha costela ecológica não se sentia muito bem com esta situação.


Já tinha ouvido falar de umas folhas de silicone para substituir o papel vegetal, mas ainda não tinha encontrado. Outro dia no Continente encontrei estas da marca Kasa em várias cores e decidi comprar duas.

Estou super satisfeita! Após cada utilização é só lavar, limpar e guardar. Super prático e ecológico :)



 Aqui usei para fazer pão de soja


Como recuperar um tacho queimado

08 maio 2013


Pois é, os acidentes acontecem (se bem que a única coisa do género que me lembro de ter acontecido foi deixar queimar arroz integral na primeira vez que o cozinhei mas na altura mal sabia cozinhar!) e há quase duas semanas nem queiram saber o susto enorme que apanhei!

Estava eu muito descansada a fazer uma nova receita e tinha o tacho do arroz fechado a pensar que tinha água lá dentro juntamente com um bocadinho de azeite... Coloquei aquilo quase no máximo para a água ferver rapidamente e depois juntar o arroz. O problema é que a água ainda estava cá fora, numa chávena!! Achei estranho não fazer barulho (naquela altura já deveria estar a ferver...) e levantei a tampa! Não imaginam a chama enorme que saiu de lá de dentro! O que vale é que o tacho estava numa das bocas mais afastadas e portanto relativamente longe da minha cara!

Apagado o fogo* e passado o susto tive que pensar o que iria fazer ao tacho que ficou em muito mau estado:


Dá mais trabalho recuperar um tacho assim do que comprar um novo, dá, mas também não me apetecia deitar o tacho ao lixo... A verdade é que tento ter muito cuidado com aquilo que coloco no lixo. Deitar algo fora é sempre a minha última opção. Já me livrei de muita coisa e continuo a livrar-me mas a ideia é sempre dar a alguém, reciclar ou dar outro uso às coisas.

Então pensei: “vou tentar recuperar o tacho. Se depois não der mesmo, lá irá para o lixo e compro outro”.

Fervi água várias vezes com bicarbonato de sódio. Nas primeiras vezes usei uma escova para retirar as maiores camadas de queimado que iam saindo. Também experimentei adicionar limão e vinagre e após ferver uns minutos, desligava e ficava assim até ao dia seguinte, quando voltava novamente a esfregar mais um bocadinho. Quando a maior parte já tinha saído, comecei a esfregar com a esponja da louça (sempre em movimentos circulares para não riscar) e lá ia mudando a água. A ideia foi mesmo fazer a coisa em modo go slowly e não me matar a esfregar (além de haver formas mais interessantes de se fazer exercício, não queria estragar o tacho, pois nestes tachos da silampos não se devem usar esfregões muito abrasivos nem esfregar com muita força).

Após uma semana e uns dias posso dizer que saiu tudo e consegui recuperar o tacho:



Até pode ter dado algum trabalho, mas o ambiente agradece :)

* Nestes casos, em que se queimou óleo ou azeite nunca usem água, pois isso propaga a chama, deve-se sempre tapar com um pano, de preferência húmido.

Arrumações de inverno e ideias finais do projecto 333

06 maio 2013


No fim-de-semana após o 25 de Abril resolvi arrumar as roupas de inverno e o armário da roupa no geral. Afinal depois do último projecto 333 tinha que voltar a decidir as peças de roupa para os novos 3 meses. Na realidade, por causa do frio que esteve este ano acabei por fazer o projecto 334, pois praticamente usei as mesmas peças até meio do mês de Abril!

Para já resolvi não definir as 33 peças de roupa. Isto pode parecer estranho pois adorei fazer este desafio e recomendo-o vivamente, mas não é que até parece que defini mesmo as 33 peças de roupa, tal é a rapidez com que sei aquilo que vou vestir! E acho que isso se deve ao facto de ter cada vez menos roupa.
Estive a contar as peças de verão e tirando a roupa de férias/praia tenho cerca de 30 peças (sem contar com calçado, carteiras e acessórios). Afinal a ideia do projecto 333 é sobretudo para nos ajudar a vestir no dia-a-dia, pois acho que ao fim‑de‑semana a coisa é sempre mais fácil. 
Assim, para já vou continuar sem definir as 33 peças, se depois a coisa se complicar, volto a definir as peças.

Quanto ao projecto em si, já foi quase tudo dito aqui. Vou só acrescentar mesmo algumas ideias finais:
  • não usei todas as peças que tinha definido inicialmente. Foram apenas duas: um vestido e uma saia.
  • devido ao frio que esteve tive que usar mais roupa por dentro (mas este tipo de roupa não conta para o número de peças)
  • alguns dos itens não precisavam de fazer parte da lista, pois usei poucas vezes e algumas coisas só usei num ou outro fim-de-semana;
  • basta apenas ter um vestido preto na lista (eu tinha dois);
  • quanto ao calçado por causa da chuva/frio usei quase sempre os mesmos 2 pares de botas;
  • a dada altura deixei de me preocupar em ter que combinar sempre a mala com a roupa. O preto fica mesmo bem com tudo e é muito melhor usar a mesma do que estarmos sempre a trocar. É daquelas coisas que dá mesmo trabalho desnecessário! Agora tento usar uma mala por semana, assim só tenho que trocar o conteúdo das malas ao domingo.

Basicamente foi isto... E aconselho toda a gente a fazer! Ajudou-me imenso, permitiu-me livrar ainda de mais roupa, permitiu-me sentir melhor comigo mesma e saber que tipo de roupa realmente gosto, permitiu-me poupar tempo e evitar más disposições ("que seca, não sei mesmo o que vestir!"). Se acharem que 33 peças é muito pouco, façam como eu, não contem com calçado e acessórios, ou façam com 40 peças ou simplesmente o número que acharem melhor. Provavelmente 33 peças até pode ser muito para muita gente. A ideia basicamente é adaptar este tipo de projectos ao nosso estilo de vida. Afinal o minimalismo é isso mesmo, adaptarmos este estilo de vida ao nosso, sem termos que seguir exactamente tudo o que os outros fazem. Como eu gosto de dizer, cada um é (ou pode ser) minimalista à sua maneira :)


Voltando às arrumações, só vos posso dizer que estas arrumações de fim de estação me souberam lindamente!
Vesti imensas peças de roupas para decidir se ainda ficavam bem, experimentei conjuntos que nunca me tinha lembrado antes, experimentei coisas que ainda mantenho só para recordação e que constatei que definitivamente não vale a pena continuar a guardar... enfim foi uma diversão! Fartei-me de rir e só me lembrei de quando fazia isso com as minhas amigas em lojas (tentávamos experimentar as coisas mais feias e pirosas que pudéssemos encontrar, de preferência quanto mais misturas melhor). Felizmente já não tenho roupa assim tão cómica pois livrei-me de muita coisa, senão teria sido de chorar!

Consegui libertar-me de tanta coisa (além do que está no cesto que vão ver abaixo, pois isso foi libertado aos poucos)! De uma saia que adoro mas que não me fica bem por mais que tente... de outra saia que comprei mas que nunca usei, de uma peça que queria guardar de recordação mas que não me fica nada bem e que portanto de nada serve (uma foto serve como recordação, certo?).... E por exemplo em relação a um vestido que estava a pensar dar, acabei por não o fazer, pois vesti e ainda gosto muito dele e fica-me bem!
Portanto quando começamos a fazer uma coisa destas, nunca sabemos como irá acabar e isso é bom!

É incrível como mesmo após um ano como o que passou em que me livrei mesmo de muita coisa, ainda tenho tanta coisa para dar! As coisas nascem, crescem!

Lembram-se deste cesto?
Coloquei-o no meu armário e fui colocando a roupa que era para dar. Ficou assim (acho mesmo que quando arranjamos uma coisa deste género para ir colocando coisas para dar, acabamos por destralhar muito mais do que aquilo que estávamos à espera, por isso recomendo!):




Quanto à roupa de inverno, coloquei alguma (2 kispos, uma camisola, um casaco de malha, 2 pares de luvas, cachecóis e meias grossas) na caixa preta de tecido (para já deixou de existir caixa do dave). Coloquei um saquinho para dar um bom cheiro à roupa (enchi com papel de embrulho com cheiro cortado às tiras) e coloquei lá dentro uma folha de louro (sabiam que o louro afasta as traças?). O saco foi mesmo feito com uma meia minha já velha e a ideia foi retirada do blog da Mónica.

 

Ainda separei dois pares de botas de inverno para levar ao sapateiro para arranjar, que depois irei guardar na parte de cima do armário (assim estão prontinhas para o próximo inverno). O restante calçado de inverno já lá está (depois de ter sido limpo também*).
O calçado de verão ficou na parte de baixo do armário (para estar mais à mão) e consegui livrar-me de 2 pares, por isso ganhei espaço para o arrumar melhor.

E vocês já arrumaram a vossa roupa de inverno? Arranjem um saco ou cesto para irem colocando a roupa que já não fica bem/não gostam/está em mau estado e vão ver que o enchem num instante! E se tiverem coisas que queiram guardar como recordação, já sabem, uma fotografia tem o mesmo efeito do que ter a própria peça!

*Sabiam que o óleo de amêndoas doces é óptimo para limpar o calçado de pele/tipo pele? Fica como novo!

Fica aqui um pequeno guia sobre organizar o guarda-roupa.

Não preciso de mobília na varanda

02 maio 2013


Tinha uma mesa e duas cadeiras. Às vezes fazíamos refeições na varanda e era muito agradável, por esta questão valeria a pena ter a dita mobília... O problema é que se no início tinha cuidado e arrumava sempre a mobília dentro de casa, depois deixei de ter essa preocupação... dava trabalho e a mobília é de exterior por isso supostamente poderia estar lá fora... Só que se foi deteriorando, rachou, ficou manchada e com humidade. A mesa entretanto partiu-se e já não estava em perfeitas condições de segurança.

Para piorar a situação, nas alturas de mau tempo (e houve muitas este ano...) vocês não imaginam como ficava preocupada! Não por causa da mobília se estragar, mas pelo facto de poder cair e magoar alguém  (a mesa até era pesada mas as cadeiras não, portanto podiam perfeitamente "voar"!). Várias vezes acordei com o barulho do mau tempo e ia até à varanda ver se estavam numa zona abrigada do mau tempo. Enfim, era mesmo uma fonte de preocupação...

Confesso que ainda me passou pela cabeça recuperá-la: lavar muito bem, pintar e mandar arranjar a parte que estava partida, mas depois pus-me a pensar... no trabalho que ia dar, que teria que ter cuidado e guardá-la dentro de casa (pelo menos no inverno) e não me apeteceu ter esse trabalho todo sinceramente! Já me preocupei em demasia sem necessidade nenhuma. É incrível como coisas que supostamente servem para relaxar e para aproveitarmos melhor a nossa casa podem ser fonte de preocupação!

E pus-me a pensar: "será que preciso mesmo de ter mobília para tirar partido da varanda?" Claro que não!

Gosto muito da minha varanda para ler, meditar, ouvir o mar ou simplesmente apanhar sol e para isso sento-me neste tapete:



Gosto de ouvir os pássaros, as folhas, o vento e não preciso de mobília para isso. A única coisa que deixei de poder fazer foi almoçar/jantar na varanda, mas posso fazê-lo no chão, tal e qual como um piquenique!

Há coisas que a dada altura achamos que são super necessárias. Lembro-me bem que quando comprei a mobília, era a coisa mais necessária do mundo! Tinha que ter, a minha varanda não era varanda sem mobília! Afinal não faz falta nenhuma!


Por isso adeus mobília, não preciso de ti e sinto-me melhor assim. Acabaram-se as preocupações e o tempo gasto a limpar-te. E olá varanda vazia, vou ainda tirar mais partido de ti, sobretudo agora que estás limpinha :)